Estação de Tratamento de Água

A finalidade do tratamento é melhorar a qualidade da àgua de abastecimento, irrigação, e/ou para fins industriais, proporcionando economia, segurança, higiêne, melhor qualidade dos produtos industrias e agrícolas.

Com o crescente aumento populacional e o consequente aumento do consumo de água potável (200L/HAB/Dia), paralelamente à aplicação de água nas indústrias, seja para refrigeração, produção de calor, lavagem ou mesmo como subproduto nos refrigerantes, sucos, etc...

Na lavoura, em irrigação e para bebida dos animais, vimos que a água é prioritária para a saúde e bem estar social.

Com a chegada do progresso, veio a poluição, destruindo nutrientes, recursos naturais, atingindo o ser humano. Assim houve a necessidade de se criar sistemas de tratamento para atender os padrões mínimos de potabilidade, suprindo as exigências atuais de água em quantidade, com qualidade.

 

O Tratamento de Água

 1-Finalidades do Tratamento

  • Higiênica:

Remoção ou redução :

- Bactérias, vírus, protozoários, vermes;

- Substâncias minerais em excesso;

- Substâncias tóxicas ou nocivas;

- Teores elevados de substâncias orgânicas.

  • Estéticas :

Remoção ou redução de :

- Cor;

- Turbidez;

- Odor;

- Sabor.

  • Econômicas :

Remoção ou redução de :

- Corrosividade;

- Dureza;

- Ferro;

- Manganês.

2 - Processos de Tratamento

- Coagulação

- Dosadores e dosagens de sulfato e cal

- Floculação

- Decantação

- Filtração

- Correção de PH

- Cloração

- Fluoretação

- Limpexa e desinfecção de redes e reservatórios

- Remoção de metais

2.1 - Definição de Coagulação e Floculação

É a transformação das impurezas que se encontram em suspensão fina, em estado coloidal, e algumas que se encontram dissolvidas em partículas que possam serem removidas pela decantação (sedimentação) e filtração. Esses aglomerados gelatinosos se reunem produzindo os flocos (floculação).

  • As impurezas contidas na água podem encontrar-se :

- Suspensão : grosseiras (folhas, vegetais, sílica) e finas (turbidez, bactérias e plâncton;

- Dissolvidas : sais de cálcio, sais de magnésio, ferro (não oxidado) e manganês (não oxidado);

- Colodais : cor (emulsóides), ferro (oxidado) e manganês (oxidado).

2.1.1 - Dosadores (Produtos Químicos)

São sistemas usados para aplicação dos produtos químicos no tratamento, por via úmida ou seca.

2.2 - Decantação

A decantação é o processo pelo qual se verifica a deposição de matéria em suspensão pela ação da gravidade. As águas em geral contém particulas granulares e matéria floculenta em suspensão, que são mantidas na água ou por serem leves de mais, ou por serem carregadas pela água no seu movímento. A remoção de matérias em suspensão é obtida tornando-se as águas tranquilas.

2.3 - Filtração

A filtração da água consiste em fazê-la passar através de substâncias porosas, capazes de reter ou remover algumas de suas impurezas.

2.4 - Correção do PH

A correção do PH é um método preventivo da corrosão de encanamento. Consiste na alcalinização da água para remover o gás carbônico (CO2 livre) e a formação de uma película de carbonato na superfície interna das canalizações. Para a formação da camada ou película protetora, prove-se a saturação da água, com carbonato de sódio.

A PORTARIA 518/04 do Ministério da Saúde recomenda que no sistema de distribuição, o PH da água seja mantido na faixa de 6,0 a 9,5.

Entenda os Parâmetros Analisados

  • Cloração (desinfecção da água) :

A desinfecção da água nas ETAS é feita pelo cloro e, por isso, o termo desinfecção é comumente substituído pelo cloração.
A desinfecção constitui medida que deve ser adotada em todos os sistemas de abastecimento, quer em caráter corretivo, quer em caráter preventivo. E isso porque, mesmo quando uma água pura ou quando é purificada em uma estação de tratamento, os longos percursos até o consumo e os reservatórios pode ocasionar uma contaminação da água.

  • Prática de Cloração :

Consiste na aplicação de quantidade mínima de cloro de maneira a se obter um pequeno residual. Aplica-se o cloro com determinada dosagem e, após o intervalo recomendado, verifica-se o residual, ajustando-se à dosagem de cloro se for necessário. O exame bacteriológico prova a qualidade da desinfecção, de acordo com a PORTARIA 518/04 do Ministério da Saúde, a água deve conter um teor mínimo de cloro residual de 0,5 mg/l, sendo obrigatório a manutenção de, no mínimo de cloro residual à 2,0 mg/l em qualquer ponto de distribuição. Recomenda-se que o teor máximo de cloro residual livre, em qualquer ponto do sistema de abastecimento, seja de 2,0 mg/l.

  • Fluoretação :

É um termo utilizado para a aplicação de produtos de flúor na água de abastecimento público, consistindo em uma simples adição, de maneira controlada. O flúor traz efeitos benéficos quando a criança o ingere regularmente, desde seu nascimento até a formação dos dentes. Sua eficácia é comprovada na proteção dos dentes contra as cáries. O teor do fluor na água é definido de acordo com as condições climáticas (temperatura) da região, em função do consumo médio diário de água por pessoa. Para o estado de São Paulo o teor ideal de flúor é de 0,7 mg/l podendo variar entre 0,6 a 0,8 mg/l. A PORTARIA 518/04 do Ministério da Saúde recomenda que para a concentração de ion fluoreto devem observar à legislação específica vigente relativa à fluoretação da água. Em qualquer caso devendo ser respeitado o vmp 1,5 mg/l (valor máximo permissível).

  • Cor :

A cor é devido à existência de substâncias coloridas em solução , na grande maioria dos casos, de natureza orgânica, e/ou devida a emulsóides.
A cor é a caracterítica mais frequente das águas de lagos e represas, e provém de material turfoso (orgânico); é também produzida por ferro e manganês combinados com essa matéria orgânica. A cor constitui uma característica de ordem estética; o seu acentuado teor pode causar certa repugnância ao consumidor. De acordo com a PORTARIA 518 /04 do Ministério de Saúde, o valor máximo permissível de turbidez na água distribuída é de 15,0 uh.

  • Turbidez :

A turbidez é decorrente de sólidos suspensos, finamente divididos ou em estado coloidal, e de organismos microscópicos. A turbidez é mais própria de correntes , devido ao carregamento de areia e argila, pela água.
A turbidez é um parâmetro de aspecto estético de aceitação ou rejeição do produto. De acordo com a PORTARIA 518/04 do Ministério da Saúde, o valor máximo permissível de turbidez na água distribuída é de 5,0 UT.

  • Odor e Sabor :

Geralmente a determinação de Odor, (o olfato humano) é mais sensível que o paladar, dado que o sabor é função deste. Na água todas as substâncias inorgânicas ou orgânicas podem ocasionar sabor, dependendo da concentração em que estão presentes. Seres vivos , como algas, plâncton, etc, também pode ocasioná-lo. De acordo com a PORTARIA 518/04 do Ministério da Saúde recomenda-se a realização de teste de odor e gosto em amostras de água coletadas na saída de tratamento na rede de distribuição de acordo com o plano mínimo de amostragem estabelecido para cor e turbidez .

  • Bacteriologia :

Qualidade microbiológica em águas potáveis. Sabe-se que água potável não é estéril, isto é, completamente livre de microorganismo. Isto acontece devido as próprias condições dos sistemas de tratamento, armazenamento e de distribuição que não poderiam de modo algum manter a água estéril pois, não haveria viabilidade técnica ou econômica para isto.
A presença de determinados microorganismo na água, quando em quantidade limitada, não irá desqualificá-la para o consumo desde que os microorganismo não causem riscos à saúde do consumidor ou que não deteriorem a qualidade da água potável.
Na água potável deveremos ter : ausência de microorganismos patogênicos de veiculação hídrica, ausência de indicadores de contaminação fecal e o mínimo possível de outras bactérias.